As aventuras de uma ex-calourinha inocente impressionada com as maravilhas de um mundo girando ao redor de falos.
Mas agora a calourice foi embora e, hoje, ela acha Mundo Falocêntrico um nome bem bizarro. Bem, eu nunca quis fazer um blog rosinha com coraçõezinhos pra textos delicadinhos e imbecizinhos, hehehehe.
O Mundo
Mariana N. A. L., ou DeLarge, deixo a cargo do leitor
30 de abril, há 21 anos.
Touro, ascendente Capricórnio, Lua Aquário e cuidado com minha Vênus em Gêmeos. É, eu sou fria e complicada pra cacete, heheheh
Publicidade e Propaganda na UFRJ, quase no fim.
Aspirante a redatora, trabalhando com programação visual.
Apaixonada por britrock e outras bandas novas de além da Inglaterra, por cinema alternativo (não intelectualóide, pelamordedeus) e por Dostoievski.
Querendo encontrar o Ivan Karamázov, o Raskolnikov, ou o Príncipe Míchkin na rua. Pode ser o Alex DeLarge também.
Doida por inteligência e beleza. Viciada numa boa conversa. Pouco me fodendo pros clichês dessas linhas.
Um pouco misteriosa e bem viadinha, o suficiente pra não querer mais completar isso aqui e pra querer um perfil minimalista. Gosto de ter gostinho de quero mais!
O melhor show da minha vida...
... foi o do Franz Ferdinand, meus caros! Uma hora e trinta e dois minutos de êxtase, ao som do rock mais criativo dos últimos tempos. O melhor de todos. Meu preferido!!
Os dois anos e três horas em pé e espremida de espera se evaporaram ao ouvir os primeiros acordes de "This Boy"; cantar o refrão meigo de "Come on Home"; ser tomada pela multidão e gritar muito em "Do You Want To"; achar que "I'm Your Villain" e "Tell Her Tonight" ficam MUITO melhores ao vivo; quase morrer com a introdução de "Auf Achse" no teclado (e com a música inteira, obviamente); me lembrar da letra de "What You Meant" na hora e cantar muito; gritar e tentar pular que nem uma louca em "Dark Of The Matinee"; delirar com "The Fallen" (na qual o Alex , com seu sotaque fofinho, apresentou os outros ferdinandos e foi apresentado por um Nick alegríssimo); me emocionar com "Walk Away"; adorar a versão um pouco mais nervosa de "Eleanor Put Your Boots On"; sair de mim em "Take Me Out"; ter um orgasmo com o Alex gemendo em "Darts Of Pleasure"; viajar em "40 Ft"; ter mais orgasmos - múltiplos - com mais gemidos do Alex em "Michael"; aplaudir freneticamente a volta da banda ao palco com "Jacqueline"; bater muito a cabeça ao som de "You Could Have It So Much Better"; dançar sem ligar pro cansaço em "Van Tango"; me fascinar com a incursão do Alex nos teclados de "Outsiders"; e, claro, morrer, gritar, me esgoelar, delirar, enloquecer e ter vários orgasmos múltiplos - múltiplos - ao ver o Alex de camisa aberta em "This Fire". Mais incendiário, impossível!
Mas o melhor, meus pacientes leitores, ainda estava por vir. Com uma determinação taurina, eu teimei que não ia arredar o pé do Circo Voador e redondezas sem uma foto com o superfantastisch Alex Kapranos. Tentei algo com um dos roadies, mas ele estava demasiadamente ocupado com o equipamento. Falei com um funcionário do Circo, que gentilmente me informou onde seria a saída da banda. Me encaminhei para lá e vi poucos fãs persistentes. Gritamos, chamamos e chamamos. Deu certo. Um fofo-gentil-lindo-maravilhoso-educado-paciente- simpático-tímido-um-amor-very-lovely Alex Kapranos saiu e foi nos atender. E, imaginem, meus queridos, que fui a primeira a conseguir uma foto com ele! Com direito a abraço para ficarmos mais juntos!! Não satisfeita, pedi um autógrafo, que agora está guardado com todo o carinho. E, como a primeira foto ficou totalmente estourada, perguntei ao rapaz se ele aceitaria posar para outra comigo. Pedido concedido, mais um abraço. Mas a memória da câmera estava lotada. Apaguei umas fotos e (não acredito que fiz isso) pedi de novo. E não é que o moço aceitou?? Mais um abraço e dois beijinhos no rosto, ao final. Ainda atordoada, liguei para as minhas amigas Lili e Paty, que vieram correndo. Impressionada com minha capacidade de ser chata (e com a paciência do Alex), tomei coragem e fui pedir uma foto com as três. Para o meu encantamento, ele aceitou prontamente. E me deixou fascinada. Completamente.
Ainda tentei pegar um autógrafo do Nick, mas muitas pessoas o cercavam e ele entrou para se aprontar para sair. Não faz mal. O dia já estava ganho. Nunca, em toda a minha vida, imaginei astros estrangeiros do rock como pessoas simples e completamente acessíveis. Sem frescuras ou síndrome de pseudo-divindade (ou pseudo-deusice) crônica. Confesso que ainda estou em choque com a simpatia do Alex. Muito feliz.
Franz Ferdinand, dia 23 de fevereiro de 2006. O show que mudou o #1 da minha lista de bandas preferidas. Agora (e, se bobear, sempre) é um arquiduque sem qualquer afetação ou ranço de mega estrela. E superfantastisch!!
[Ah, se quiser ver as fotos do show, é só acessar o meu fotolog. Tentarei postar com alguma eficiência.]